WRR Entrevista: Bide ou Balde

Clique aqui e confira uma entrevista descontraida com a banda gaúcha Bide ou Balde

Conheça a carreira do músico Lobão, o artista do mês.

Saiba mais sobre um dos melhores discos nacionais de rock da década passada.

Web Rádio WR - 22° Edição - Sexta-feira

Clique e ouça as melhores canções do Black Sabbath.

Web Rádio WR - 20° Edição - Sexta-feira

Ouça 20°edição Web Rádio WR com as melhores músicas do Kings of Leon.

Coletâneas WRR : Coletânea Jet - The Best Songs From Jet

Confira as melhores canções do grupo australiano JET.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

WRR Entrevista: Radiophonics


Isso mesmo, mais uma entrevista exclusiva do What’s Rock’n Rolla. Nessa ocasião, com os Curitibanos do Radiophonics, comentando sobre a carreira, projetos e muito mais, é imperdível.



Nos últimos meses, venho acompanhando na internet e principalmente no twitter que a banda vem ganhando uma aceitação do público muito rápida, shows toda semana. Como que a banda analisa esse ano até agora???
Esse ano muita coisa aconteceu mesmo. e tudo começou no final do ano passado com o festival Kaiser sound no qual ficamos em segundo lugar, e isso abriu muitas portas pra gente.
Cada vez a gente vem conquistando mais publico. O qual vem seguindo a gente nos bares que tocamos e também nos meios virtuais
E como é a vida de vocês, já podem dizer que só vivem da música atualmente???

há 2 anos nos dedicamos exclusivamente a musica. Luxo nem sempre, mas é o que nos sustenta. Todos os integrantes moram na mesma casa e só tem a banda como fonte de renda.
Em cima disso, de viver somente da música, ajuda muito na criação de novas canções, a que prazo a banda pretende lançar um novo disco??
Na realidade viver junto assim todos os dias tem seus 2 lados. Ajuda em muitas coisas mas as vezes nos vemos na necessidade de um tempo só nosso, mas com certeza ajuda no lado criativo da banda, pois todos os dias conversamos a respeito de planos e novos sons. Sobre lançar um disco, a banda já fez gravações em São Paulo esse ano e aguarda a mixagem de 3 musicas que são a edição oficial de algumas demos lançadas anteriormente, mas temos um plano de lançamento de novos sons a cada 6 meses.
E de conhecimento da maioria que a banda tem influência de bandas como, The Beatles, The Who, e bandas mais novas como Jet entre outras. Mas nacionalmente falando, quais fizeram vocês a gostar de rock e vir a criar uma banda?
Com certeza a grande influência da banda vem de bandas internacionais, porém, também gostamos dos artistas nacionais, entre elas acho que Los hermanos, Skank e a Cachorro Grande, e os clássicos Mutantes e Secos e Molhado, acho q acabam influenciando também.
Dia 18 de setembro, sábado agora, a banda irá fazer um show cover do oasis no oasis day de Curitiba, como é pra vocês representar uma banda tão importante para o rock, e que infelizmente acabou???
Oasis é uma banda muito foda, tem muita influência também em nosso som. Nesse dia 18 preferimos falar que é o nosso tributo a essa banda, porque cover acaba parecendo que nós somos uma banda cover de Oasis entende, mas com certeza este tributo vai ser muito legal, sempre tocamos sons do Oasis, então é um prazer poder reunir mais sons deles e prestar a nossa homenagem, e nada melhor que esse evento organizado pelo site “Oasis News” www.oasisnews.com.br
No twitter já vi discussões sobre rótulo que algumas bandas ganham, como “alternativo”, “Pop”, até os “Emos”, mas sempre bom ouvir diretamente da banda a opinião. Como que os Radiophonics se definiriam???
Sempre rola um preconceito da galera com a palavra “pop”, nós não vemos dessa maneira e declaramos que nosso som se encaixa em “pop rock”, ou seja, temos composições que em sua maioria são misturas do pop e do rock. Os Beatles mesmo se for para classificá-los, eles fizeram musica pop, rock, até um rock psicodélico. Entao fica difícil criar um rótulo, ja a questão do “emo”, do “colorido” acho que é mais estilo de “vida” do que música.
Vocês são do Paraná, e é um estado que predomina a música sertaneja, principalmente hoje em dia com o Sertanejo Universitário. Claro que ainda há muito público para o Rock, mas como é lutar contra com isso, principalmente nas rádios que há um preconceito enorme com o rock???
Na verdade, pode vir sertanejo ou o que for, o rock sempre terá seu espaço, é o único estilo que vive até hoje, vive no vai e vem da moda, mas sempre terá seu espaço. Na realidade existe muitas bandas boas de rock no Paraná o que não existe é incentivo a essas bandas no estado, tanto que banda daqui tem que ir pra São Paulo ou sem chances de sucesso, é mais ou menos assim.
Na realidade não existe competição direta entre o sertanejo e o rock, principalmente nas capitais onde tem espaço para todos os estilos. Porém essa competição era bem visível no interior (da onde viemos) onde os bares só contratavam o estilo musical da moda, claro que o rock sempre acabava voltando, mas também desaparecia da cena as vezes.
Já que vocês já citaram a ida das bandas para a Capital de tudo, São Paulo. Quando vocês pretendem mudar de capital??
A intenção com certeza é ir pra lá, agora, quando exatamente, acho que não tem como saber. O processo é reforçar o nosso som autoral por aqui e assim que possível começar essa divulgação por São Paulo, até mesmo começar a fazer shows por lá, porém, morando em Curitiba, e quando as coisas começarem a dar certo, pretendemos fazer as malas.
O quanto antes formos, com certeza será melhor, porém como vivemos exclusivamente da banda, então isso só será possível quando essa mudança for viável financeiramente.
Para finalizar, como que é pra a banda viver de algo que vocês gostam, viver o rock, dia-a-dia???
É bom, mas é complicado. Muita gente pensa que ter banda é fácil, você toca. você fica conhecido tudo, é legal, a vida é festa. Na realidade não é tão simples assim. Quando se vive exclusivamente disso, tem que abrir mão de muita coisa, a gente vive viajando pra vários lugares, o nosso final de semana é a segunda-feira.
O domingo e nesses dias normalmente estamos trabalhando em sons novos ou até mesmo nos covers que precisamos pra nos manter. mas é claro que pra quem realmente gosta na música, que é nosso caso, é uma vida muito boa, gostamos muito do que fazemos, e trabalhamos “na maioria das vezes” nos divertindo.
Quer conhecer os Radiophonics? Acesse http://www.myspace.com/radiophonics.





segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

WRR Entrevista - Sabonetes



Por Bruno França
Bom dia, boa tarde e boa noite a todos. Nesse post mais que especial, a primeira entrevista do nosso blog, dentro do especial Rock Alternativo Nacional, com a banda Curitibana, Sabonetes, revelação do rock nacional em 2010, com o seu disco de estréia, espero que gostem.
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WRnR – Para começar, uma pergunta clichê, que vocês devem estar cansados de responder, mas para os fãs é muito legal. Como a banda foi criada, e como vocês se conheceram? Até a formação atual.
SABONETES – A banda surgiu no início de 2004, em Curitiba, no centro acadêmico de comunicação social da UFPR. A idéia partiu de Caja (batera) e Wonder (guita), que já se conheciam desde o colégio. Encontraram por lá o Salim, que foi o primeiro baixista. Logo depois entrou o Artur (guita e voz). O que era uma brincadeira de faculdade foi virando coisa séria. Apos a saída do Salim, que optou por seguir carreira em comunicação, Rodrigo Lemos assumiu os graves por 6 meses, ajudando nos arranjos e na gravação do disco. Quando Lemos saiu para dar continuidade a seus projetos pessoais, o posto de baixista foi assumido por João Davi, outro musico da cena curitibana. Essa é a formação atual da banda.
WRnR- Nesta sexta-feira, dia 21, vocês fizeram um show cover do Franz Ferdinand. Fica óbvio que é uma influência muito grande para vocês, a semelhança entre as bandas vem daí ou esse rock dançante fluiu normalmente?
SABONETES -Franz Ferdinand bebe de muitas referencias que nós também bebemos, como Beatles e gang of four. Gostamos de fazer musicas para as pessoas cantarem e dançarem, e acho que esses escoceses também pensam assim. A respeito do show em Curitiba, o bar Slainte Irish Pub pediu-nos que escolhêssemos uma banda nova e animada para fazer uma noite de covers. Escolhemos o Franz porque é divertido de tocar e o púbico gosta. A festa deu tão certo que agora fazemos esse show mensalmente, tocando também as nossas musicas, é claro.
WRnR – Vocês são de Curitiba, capital do Paraná. No geral, o estado é dominado pela música sertaneja, e aversão ao rock, como é lutar contra a maré?
SABONETES – São públicos diferentes. A maioria das cidades tem publico de rock sim, ainda que pequeno, sempre sedento por bons shows. No interior do Paraná a grande maioria prefere sertanejo, pagode, musica eletrônica. Mas o mais legal é quando o sujeito vem e fala “Olha, nem gosto muito de rock, mas a banda de vocês é boa!˜. Já na capital existe uma cultura maior em torno do rock, incluindo bares, casas de show, rádios e comércio.
WRnR - Quais as bandas que mais influenciaram vocês para vir a criar uma?
SABONETES - Bandas boas, são tantas. A musica tem o poder de transmitir sentimentos diretamente para o coração das pessoas. Isso com certeza é determinante para querer montar uma banda.
WRnR - Curiosidade de fã. A mulher da música, “Quando ela tira o vestido”, realmente existe? Haha
SABONETES – Hahahah. É o tipo de pergunta que o artista nunca revela, certo? Não vai ser desta vez.
WRnR – Sempre foi comum ver bandas de Rock com um tecladista. A ausência de um foi por opção ou nunca pensaram no assunto?
SABONETES – Foi por falta de opção. Na época não conhecíamos ninguém que tocasse teclado e estivesse procurando banda. Logo, a sonoridade das nossas musicas foi se formando em volta de guitarras, baixo e bateria. Utilizamos alguns teclados na gravação do disco, é um instrumento fantástico, mas por enquanto não pretendemos incluir mais nenhum musico na banda.
WRnR – Como foi o processo de gravação do primeiro disco, dos primeiros arranjos até o estágio de finalização?
SABONETES – O primeiro disco é uma coletânea dos 5 primeiros anos de banda. Quando decidimos gravar um disco, alugamos uma casa por um ano, ainda em Curitiba, onde montamos um escritório e um estúdio. Lá a gente morava, tocava, ensaiava. Lá foi feita toda a pré-produção do disco, a seleção das musicas, os arranjos. Quando chegamos na toca do bandido para gravar, já estava tudo pronto. Foi chegar e gravar. Trabalhar com o Tomás, nosso produtor, sempre foi bom para nós. Ele fez um excelente trabalho junto à banda.
WRnR - Uma das coisas que mais chama atenção nas canções de vocês são as letras. Como é o processo de composição e como é dividida essa tarefa entre vocês?
SABONETES – As idéias partem de alguém, e tudo é muito discutido, ruminado, experimentado. Todos têm espaço para sugerir, reclamar, criar. A letra é muito importante na musica pop. Você não precisa falar sobre algo novo. Mas precisa falar de uma maneira nova.
WRnR - Normalmente, todas as bandas sonham em assinar contratos com grandes gravadoras. Vocês têm esse objetivo ou isso não influi muito no trabalho final com a ajuda da internet? Tipo se for boa a música, vai acontecer.
SABONETES - “Acontecer” é algo muito relativo. O que é “acontecer”? O que queremos é que nossa musica chegue ao maior numero de pessoas possível. Queremos fazer cada vez mais shows. Existe um grande mercado em torno da musica, e gravadoras não são nada mais que empresas que atuam nesse mercado. Se houver uma proposta interessante, que nos ajude a divulgar melhor nosso trabalho, não vemos problemas em considerar a hipótese. Mas não dá pra chamar isso de objetivo. Mesmo porque as coisas estão cada vez mais difíceis para as gravadoras…
WRnR - Com certeza, irei matar a curiosidade de muita gente, porque Sabonetes?
SABONETES – Não há um motivo real, concreto. Há uma busca por uma nova sonoridade, novas idéias, novas músicas para o rock nacional. Então, por que não um nome diferente de tudo que está por aí?
WRnR – Recentemente a banda se mudou para São Paulo capital, nesse tempo, qual a maior diferença que vocês notaram de morar onde é o centro de tudo no país?
SABONETES - As coisas aqui acontecem muito rápido. Temos mais visibilidade, mais contatos, mais acessos. Foi um passo necessário para continuarmos a viver do nosso sonho.

Linkin Park: A Thousand Suns(2010)



Por Bruno França
Na última terça-feira, a banda norte-americana Linkin Park lançou seu quarto álbum de inéditas “A Thousand Suns”. O tão aguardado novo disco da banda ou não tão aguardado vem recebendo várias críticas, dos mais variados tipos. Mas afinal, o disco é ruim ou não? Bom, é isso que vou tentar explicar nas próximas linhas.
Uma coisa que você leitor deve lembrar sobre esse álbum é que ele não é ruim. É diferente, mas não ao ponto de poder falar que a banda mudou muito. Ao ouvir algumas faixas por completo, me deparei com um som muito familiar apresentado por Mike Shinoda – vocal e uma faz tudo na banda – em seu projeto paralelo, Fort Minor.
Muitas batidas eletrônicas, vocal agressivo em alguns momentos, rápida melodia. Destaque para o single do álbum “The Catalyst”, que mostra muito bem essa sonoridade diferente do novo álbum que já citei.
Mas o disco não ficou só nessa de batidas . Uma boa parte dele é de músicas mais calmas, com um tom meio “sentimental”. Conhece o último trabalho do rapper Kanye West? Se conhece, irá achar um Q dele nas novas canções do Linkin Park. Se não conhece, recomendo, é muito bom. Destaco nesse… ”lado B” digamos, ”Robot Boy”, Mike Shinoda foi muito feliz com o piano nesta música.
E vou admitir uma coisa. Quando comecei a escrever este post, não havia ouvido a última faixa do disco. Juro que pensei em estar ouvindo Ben Harper. É uma estilo de música que nunca pensei em ouvir do Linkin Park, até um certo ponto surpreso, mas não admirado. Exatamente isso que espero você tenha pensando leitor. Essa experiência com o violão, não resultou em algo muito bacana. Passa uma mensagem tipo, “Estamos QUASE, virando um U2″, o que convenhamos, seria péssimo. Resumindo, é um álbum político.
No fim, posso dizer que é um bom álbum, mas não passa disso. Arrisco até que esse disco irá passar como “Minutes to Midnight”, o terceiro da banda, passou. Todo mundo esperando o próximo.
Quer baixar “A Thousand Suns” ? Então mande um e-mail para brfrkb@hotmail.com ou peça via twitter, @bruno_WRR.

Arnaldo Baptista Mode On

Por Bruno França

Ei bicho, sou aquele que te balança, coisa velha, coisa boa, tão boa que vive até hoje. Já tive vários reis, vários princípes, reinados longos, longos de prazer, de gênialidade. Vi Presley me tocar em casas religiosas, quebrando barreiras de crenças. Um loki chamado Johnny Cash desafiando tudo e todos, show em uma prisão em plenos anos 60? Só ele.

Rodei o mundo a bordo de um submarino amarelo, com toda cena roqueira que surgirá nos anos a seguintes. Sou o que posso dizer, desgosto para os mais conservadores, mães não gostam de mim, até porque, um dos maiores roqueiros que já existiu falava, "Roqueiro não tem mãe", quem é ele? Cazuza! No Brasil fui causa de mortes, de exilações, mas também de forma de protesto, manifesto total, não só aqui no Brasil, importante dizer isso.

Vivo em uma constante mudança, mudança de idéias, criatividade, e não de nome ou a mensagem que devo passar. Muitos hoje em dia pensam que fazem, mas não chegam nem perto. Tem aquela frase de pessoas mais antigas ou nem tanto que fala o seguinte, "Música boa, é música antiga", deveria mudar para, "Rock bom, é rock antigo", e os bons que surgem e ainda restam, são poucos valorizados. Posso falar de boca cheia, o Rock não morreu, nunca morrerá.