WRR Entrevista: Bide ou Balde

Clique aqui e confira uma entrevista descontraida com a banda gaúcha Bide ou Balde

Conheça a carreira do músico Lobão, o artista do mês.

Saiba mais sobre um dos melhores discos nacionais de rock da década passada.

Web Rádio WR - 22° Edição - Sexta-feira

Clique e ouça as melhores canções do Black Sabbath.

Web Rádio WR - 20° Edição - Sexta-feira

Ouça 20°edição Web Rádio WR com as melhores músicas do Kings of Leon.

Coletâneas WRR : Coletânea Jet - The Best Songs From Jet

Confira as melhores canções do grupo australiano JET.

Mostrando postagens com marcador resenha. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador resenha. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Ben Harper e seu novo disco, Give Till it's Gone

Ben Harper sempre foi posto como um músico do soul, folk e pop. Mas é com o novo álbum Give Till it's Gone, que Harper tenta acabar ou pelo menos diminuir a conotação de "Aquele cara que faz músicas lentas".

O cantor que já está no seu décimo primeiro disco, já se vão 17 anos na estrada, acumulando sucessos e uma carreira sólida, e com este novo álbum deixa mais claro que é um músico de mão cheia. Não posso falar que o lado pop e soul foram deixados de lado, seria uma pisada de bola das mais feias, mas que os sons de guitarras ficaram mais claros do que nunca comparando aos trabalhos anteriores, isso não se pode negar.

Capa de Give Till It's Gone
Ao acompanhar o disco de cabo a rabo, percebe-se facilmente uma consistência muito grande. Descidas e subidas não foram permitidas e reproduzidas, formando assim um corpo, uma linha continua seguida a ferro por Ben Harper, o articulador deste plano.

Foi complicado separar algumas músicas deste disco para comentar, mas tudo para o lado bom, de boa música. Começo com uma do falecido "lado b", "Waiting On A Sign" resume muito bem o que foi feito neste álbum, uma mistura de uma boa levada de soul, com uma pitada de rock'n roll e arrojo de Ben Harper. "Don't Give Up On Me Now" trás uma melodia pegajosa e viciante, digna de ganhar vários "repeat's" no seu player. As influências dos anos 70 vieram a tona com "Do it For You, Do it For Us", com um ar Pink Floydiano pairando em toda música.

Give Till it's Gone foi lançado sem muito alarde, mas aos poucos vai ganhando reconhecimento, reconhecimento mais do que merecido, pois se trata de um belo disco de...rock? Soul? Folk? Não, de música boa, o gênero não importa.  
BRUNO FRANÇA








COMPARTILHE:
TwitterDeliciousFacebookDiggStumbleuponFavoritesMore

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Radiohead - The King of Limbs (2011)


O novo disco do Radiohead não trás nada de novo, e sim mais um flerte aos tempos escuros de Kid A (2000) e Amnesiac (2001), nada parecido com o leve e aclamado In Rainbows (2007).

Mas não pense que isso pode tirar o brilho ou um possível sucesso de The King of Limbs, oitavo disco da banda. Aposto que muita gente está feliz com o lançamento de um novo álbum de inéditas de Thom Yorke e seus amigos, porque supostamente isso irá trazer de volta...a alma ou a decência do Rock, algo perdido após tantas banalidades, afinal, rock é coisa séria, não é diversão (sic).

Analisando friamente o Radiohead a cerca deste novo trabalho, posso lhes dizer o seguinte: É uma banda patusqueira, muito mais do que se pensa. Sabe como usar a frouxidão da crítica desinformada e fazer a cabeça de fãs ao redor do mundo com ar culto e simples ao estranho, emitindo assim uma imagem de não fácil, um enlatado pronto para ser consumido como quem consome a mais fina arte, um falso artístico.

Banal, eletrônica e descartável (vão me atirar pedras depois disso), são as principais, e quase únicas características de The King of Limbs, culpa dos dinossauros alemães que o grupo tanto gosta. Enfim, já ouvi este filme antes, espero não ouvir de novo daqui dez anos novamente.


- Bruno França

segunda-feira, 28 de março de 2011

The Strokes - Angles (2011) : Menos, um pouco menos.

Calma, calma, por favor, muita calma. Não queira me matar fã doido da banda Strokes, não irei falar mal dela...ou vou. Após assistir a um programa da MTV ontem, domingo(23), que não lembro nem com reza brava o nome do dito cujo, fiquei a meio um dilema: Seria eu chato de mais, ou outros estão certos? Vamos lá. O tal programa tinha em palta o recém disco lançado dos Strokes, Angles, que vem ganhando criticas e mais criticas das mais variaveis opiniões pensantes - É ruim, é genial, é foda, é uma bosta, é clássico, é cool, é vintage, é forçado - Afinal, o que esse disco realmente é?


Antes de tudo, não é ruim, ponto. Mas acho um pouco forçado dizer que é uma obra prima, fora de série e tudo que tem direito. A uma primeira audição você é metralhado por várias sensações, mas irei dissecar no momento somente as duas principais. Começando com a mais importante: Deja vú. Aquele sentimento que já passou, já viveu, e parece estar ali novamente. Situação constatada nas faixas que abrem o disco, "Machu Picchu" e o primeiro single, " Under Cover Of Darkness". A primeira com uma sonoridade extremamente ambígua com o trabalho solo de Julian Casablancas, total vintage. Já o single parece ter saído de Room on Fire, segundo disco de estúdio do grupo, por tal similaridade.

Não menos importante, o segundo feeling: Sem nexo ou sem evolução. Parece brincadeira, mas a banda ficou 5 anos em hiato e ao voltar, realiza um novo projeto que ao meu ver, não tem um caminho certo, um nexo, evolução a onde? Fato que pode culminar o disco a ser chamado de normal, e no verão que virá, talvez até de descartável. E caro leitor, não fique bravo com a minha pessoa, peço-lhe que leve uma atenção redobrada a próxima vez que escutar Angles, para quando por escalado para um comentário, fazer a razão prevalecer. Não vou me alongar mais, talvez um dia volte a falar deste disco, um bom disco, disco com virgulas, pontos e interrogações, mas sem inspiração.

 - Bruno França

quinta-feira, 17 de março de 2011

Beady Eye - Different Gear, Still Speeding

Bom-dia, boa tarde e boa noite. A banda Beady Eye - liderada por um dos frontman's mais doidos do rock atualmente, Liam Gallagher e juntamente com ele, toda a trupe que restou do extinto Oasis, exceto Noel Gallagher claro - lançou mês passado seu disco de estréia, Different Gear, Still Speeding, que foi produzido durante os primeiros dois anos de vida do grupo. Era óbvio que o disco veria cheio de expectativas, afinal, era um novo trabalho de Liam Gallaguer, ex-integrante e mandatário de umas das bandas mais importantes em 20 anos no cenário britânico.


Em programas de TV, críticas, sempre houve o tal do "mas" quando concluído uma idéia sobre este novo projeto, "mas o Noel não estará presente!", questão levantanda durante os dois anos antecedentes do disco de estréia. É claro que seria óbvio isso ser discutido, mas até que ponto a ausência de Noel iria influenciar no resultado do Beady Eye? É algo que tentarei explicar de uma forma esmiuçada.


Conhecedor amplo do trabalho do Oasis, sempre notei a seguinte questão. As músicas mais baladas, simples ou até óbvias musicalmente falando eram idealizadas pelo Liam. Exemplos: Songbird e I'm Outta Time. Com isso, a crítica(me incluo) já esperava um trabalho bom, mas apenas normal, nada gênial ou revolucionário do novo brinquedinho de Liam. Não cometa o erro em achar que estou desdenhando do trabalho de Liam, qualidade musical é diferente de qualidade sonora, a segunda aliás é questão de opinião. Noel era sim uma fator diferencial o Oasis, ou seria coencidência a antiga banda de Liam deslanchar somente quando Noel tornou-se o guitarrista e por vontade própria e culhão, líder? Se tu não concorda com isto, pare de ler.


Ao decorrer da carreira do Oasis, era nítido e assás empolgante ver a evolução de Noel, juntamente com o aumento da rabugice do mesmo. Não é a toa que Noel conseguiu levar um acústico sozinho e não deixar a peteca cair. Agora, você pode estar pensando que odeio Liam Gallaguer, certo? Errado! Admiro-o muito, quanto como vocalista, como pessoa. É um tanto quanto temperamental, briguento, linguá solta? Sim, sem dúvida, mas um roqueiro de mão cheia, e isso meu amigo, é que falta atualmente para muitos no Rock'n Roll.


Finalizando, então, esqueci de falar do álbum, vamos lá. O primeiro de muitos(será?), Different Gear, Still Speeding, está cheio de referencias "Liamianas". Gostas de baladas e Glam Rock? Esse é o disco certo. Destaques para as baladas The Roller e The Beat Goes On, e e o rock frenético Bring The Light. Ouçam, vale a pena, mas lembre-se, use mais do que nunca a razão ao analisar este álbum.


Por Bruno França

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Arcade Fire? Me rendo

Isso mesmo, me rendi a banda Arcade Fire. Sabe aquela banda que está em alto em algum momento, mas o orgulho é tanto para você recusar algo que muitas pessoas estão gostando. É exatamente o que estava me ocorrendo. Mas acabei cedendo logo a primeira audição do último álbum da banda, o premiado "The Suburbs". Encontrei um som consistente a ponto de escutar o disco inteiro, e não dormir, é um detalhe importante.

Mas não foi somente estes aspectos que chamaram atenção, quiçá são os principais. O disco se mostra com um corpo, uma estrutura muito bem definida a ponto de perceber variações sonoras ao logo dele, ou algo como fases.
Fases distinguidas com influências de bandas. Ouvimos um pouco de U2, The Clash, Dire Straits e David Bowie, e ao misturar tudo isso, você escutará "The Suburbs".

Irei destacar somente uma faixa do disco, porque são muitas, então uma que representa ele por inteiro. E coincidência ou não, a primeira faixa do disco, que leva o mesmo nome do álbum, "The Suburbs", já lhe mostra o que vira a seguir, muita qualidade. Torço sinceramente para a banda evoluir cada vez mais, e não cometer alguns erros grosseiros na personalidade, e pior, na sonoridade da banda, como vem ocorrendo em algumas bandas atualmente.



Em breve mais detalhes de "The Suburbs", aguardem.

Por Bruno França

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Jet - Shaka Rock(2009)



Shaka Rock, terceiro disco dos australianos do Jet, marcou a recuperação do grupo após turbulências. Lançado em agosto de 2009, tem referências setentistas, guitarras distorcidas e, refrões viciantes, e como não poderia faltar, também algumas baladinhas.



K.I. A – Logo no início, uma música pancada, para ouvir em alto e bom som. É impossível escutar “K.I.A” e não pensar em mudar de música, não, a música não é ruim, mas imaginar o que pode vir a seguir é algo que te deixa com coceira nas mãos. Chega o refrão, a idéia de mudar já se foi, a única idéia que você tem é de ouvir em pé, já pode imaginar?
Beat on Reapeat- Depois de uma pancada, a banda escolheu inteligentemente para ser a segunda música do álbum  uma mais “slow”, com uma guitarra viciante ao fundo e um refrão que lhe pede cantar mais alto a cada segundo que passa. Será um crime não virar um single.
She’s a Genius- Eis que chegamos ao primeiro single do álbum, e não é por menos, sem dúvida alguma, é uma das melhores músicas que a banda Australiana já fez. Os ouvidos já ficam loucos logo no primeiro segundo de música, um riff de fazer a cabeça balançar sem parar. Mais uma vez uma guitarra arranhada ao fundo, que combina perfeitamente com o estilo “arranhado” do vocalista Nic Cester, e um refrão chamativo, gritante e pegajoso.
Black Hearts- Este será o terceiro single de “Shaka Rock”. Ótima escolha, porque é uma soma de “Beat on Repeat” + “She’s a Genius”, ótima base e um refrão marcante.
Seventeen- Enfim chega um ponto fraco do álbum. O nome pode até dizer algo, porque parece música feita por um adolescente. Piano não casou muito bem e…esquece, mude de música, fica a dica.
La Di Da- Começou a passar a idéia na cabeça de mudar de CD depois de “Seventeen”? Espere, “La Di Da” vai te segurar até o fim, pode acreditar. Com um violão muito bem encaixado na intro, e com o melhor vocal do álbum, você irá ouvir até enjoar.
Goodbye Hollywood- Tenho quase certeza que a intenção era fazer uma balada, mas algo saiu errado, parece uma música de “Shine On” (2° álbum da banda), perdido em Shaka Rock. No fim, espere, não, você não vai ouvir  até o fim, pode apostar.
Walk- Ótima música, ritmo bacana, vocal matando nas horas certas, aceleradas idem, mas de novo, o piano deixou a desejar.
Times Like Thes – Lembra muito as canções de “Get Born”. Ponto forte ficou por conta do refrão, nada muito exagerado, tudo no seu devido lugar.
Let Me Out- “Shine on” mode on: Simplesmente fraca para a proposta de Shaka Rock.
Start The Show- Depois de “She’s a Genius”, é a melhor música de Shaka Rock sem dúvida alguma, com um vocal alucinante logo no começo, e que faz pensar, “Esses caras estão ouvindo AC/DC”, a palavra perfeita para “Start The Show” é, FODA.
Don’t Break Me Down- Momento “Get Born” no “Shaka Rock”, mas nesse caso é boa a comparação, uma “baladinha” muito boa de ouvir.
Everything Will Be Alright - A banda Jet também é muito conhecida pelas suas baladinhas de casal, like  “Move on”, “Come Around Again”, “Radio Song “e “Eleanor”. E “Everything Will Be Alrigh”t se encaixa perfeitamente nessa lista, e não deixa a desejar em nada.
Por Bruno França.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Arctic Monkeys – Humbug(2010)


Sabe aquele disco que você ouve pela primeira vez, e não consegue distinguir se é bom ou ruim, se você gostou ou não? Humbug, o último disco dos Arctic Monkeys tem exatamente este perfil, like alguns discos dos The Beatles, mais especificamente Revolver. Não é um álbum de um single, ou de baladas que estouram rapidamente nas rádios, mas sim um disco com um “corpo”, bom o suficiente para você desligar o PC, TV e sentar para ouvir no talo, mas mesmo assim somente depois de algum tempo você começa a “enxergar” o álbum de outra forma. Há motivos para Humbug ser assim, primeiro de tudo, logo nos primeiros segundos de música você pensa, “Isso é Arctic Monkeys?”, porque os riffs rápidos, alucinates e doidos foram deixados de lado, mas a mudança foi para melhor, as melodias estão mais trabalhadas, com um tom até sombrio em alguns momentos, como na faixa “Fire and The Thud”.
Tudo isso em cima de influências claro, e os moleques não esconderam nada, meses antes de começar a gravar o disco, já davam pistas, “Estamos ouvindo muito Jimmi Hendrix e Cream”, tem mais, “Com certeza Black Sabbath será um influência para o próximo disco”, e uma pista muito importante, talvez o motivo de uma parte da nova sonoridade da banda, “Estamos trabalhando com Josh Homme (Vocalista do Queen of The Stone Age). Uma música que se pode notar o dedo de Josh Homme é “Dance Little Liar”, com o maior estilo QotSA sem dúvida alguma. Um detalhe importantíssimo, Humbug não foi gravado na Inglaterra, mais da metade do disco foi produzido no deserto de Mojave (USA), sim, um deserto, aonde Josh Homme se isola do mundo. Isso fez com que quase todo o álbum ficasse com uma sonoridade totalmente diferente do já conhecido dos Arctic Monkeys. É só pensar, gravar em um deserto, estúdio pequeno, influências pesadas e um produtor de mão cheia, só poderia sair algo muito diferente, mas incrivelmente bom.
Espere um pouco, não pense que a molecada deixou o crazy rock de lado, além disso, Alex Turner, vocalista, compositor e cabeça da banda nunca deixaria isso acontecer. Isso pode ser “visto” na faixa “Pretty Visitors”, que parece ter saído de “Favourite Worst Nightmare”. Falando no vocalista, até poderia escrever mais sobre ele, mas isso ficará para outro post, especial.
Depois de ouvir o disco mais algumas vezes, me deparei com um riff que me chamou atenção, revelando uma “mentira” de Alex Turner e seus amigos. Eles se esqueceram de citar uma banda que iria influenciar a banda, mas que também foi diretamente influenciada por Black Sabbath, talvez você nem a conheça, se chama Nirvana rsrs. É impossível não comparar o riff de “Potion Approaching” do AM com “Very Ape” dos grunges de Seattle. Seria um plágio? Não, talvez mais uma homenagem, até porque o plágio geralmente é pior que a original, neste caso, os Britânicos mandaram muito bem.
Final da história, Alex Turner e sua trupe fizeram um disco além das expectativas, um pouco criticado no começo pelas mudanças, mas com o sucesso, todos iram se acostumar com o novo e ótimo Arctic Monkeys.
Por Bruno França

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Red Hot Chili Peppers – The Red Hot Chili Peppers(1984)



Continuando com a coluna RESENHANDO, Vamos fazer uma série da discografia completa dos álbuns de estudio da banda californiana, Red Hot Chili Peppers. Espero que gostem
Começando com o álbum de estréia da banda, o fraco “The Red Hot Chili Peppers” de 1984. Sim o fraco. Depois de escutar o disco por alguns minutos é fácil entender o pouco ou quase nenhum sucesso do disco. Como diria todo mundo, vamos por partes.
O vocal, esse vocal, extremamente mal conduzido por Anthony Kiedis. Confesso que me perguntei se era ele mesmo que estava cantando quando ouvi pela primeira vez uma faixa do disco. Você caro leitor, que lembra muito bem de Anthony mandando bem em “Californication”, “Under the Bridge”, vai ficar decepcionado ao ouvir “isso”. Não que Kiedis seja um grande vocalista, mas dentro do que ele mostrou ao longo da carreira, essa primeira audição é tenebrosa.
Deixando Kiedis e seus latidos de lado, vamos direto a música mesmo. Se alguém falar pra mim resumir em uma palavra esse álbum musicalmente falando, seria “ruim”. Claramente influênciado com as tendências do anos 80 ainda, a banda não mandou bem fazendo essa mistura com o seu funk californiano. Juro que pensei em uma comparação descente, mas impossível. Tão impossível como destacar alguma faixa que possa ser menos pior que o resto álbum. Fracassei nessa tarefa também. PEnsando melhor, não fui eu que fracassei não!

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Jakob Dylan Woman and Country


Por Bruno França
Fazer sucesso, ser aceito pela mídia, sofrer comparações, fracassos, críticas. Tudo isso é normal no meio da música, acontece ao decorrer da carreira. Agora junte tudo isso ao fato de ser filho de uma lenda, o pai? Bob Dylan, esse é o fardo que Jakob Dylan leva na vida. Problema? de modo algum. Jakob vem mostrando ao longo de sua carreira que soube lidar com isso, e usar a favor. Surgiu como vocalista da banda The Wallflowers, que fez um grande sucesso com o single “One Headlight”, do álbum “Bringing Down the Hors” de 1996, o segundo do grupo.
Com o fim da banda em 2005, Jakob resolve começar uma arriscada carreira solo, pelo fato que estaria estampando o nome Dylan nas capas do seu trabalho. Arriscado talvez não, me corrijo, mas sim um desafio e tanto. Em 2008, lançou “Seeing Things”, seu disco de estréia, mostrando uma sonoridade diferente do que apresentava no The Wallflowers, mais pop e flertando com o folk, comparações com o pai foram inevitáveis, e claro, covardes.
Depois do seu disco de estréia, bem aceito pelo público e crítica, Jakob lançou no começo deste ano, “Woman and Country”. Com a mesma levada, mas carregado de folk, Jakob mostra toda a bagagem musical que adquiriu ao longo da sua carreira, além, de crescer aprendendo com um dos melhores no “ramo”. Acrescentando mais o elemento country à suas canções, o resultado foi um disco sólido, e sim, além das expectativas.
Destaque para o lado deprimente que as letras trazem junto com uma melodia muito bem executada. A faixa “Truth For A Truth”, quase uma baladinha, com um belíssimo backing-vocal feminino e um refrão charmoso, é o carro chefe desse disco, seguida por “Everybody Hurting”, fora de série, outra com vozes femininas assistindo Jakob. O disco é simplesmente, desculpem-me a expressão, FODA!

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Linkin Park: A Thousand Suns(2010)



Por Bruno França
Na última terça-feira, a banda norte-americana Linkin Park lançou seu quarto álbum de inéditas “A Thousand Suns”. O tão aguardado novo disco da banda ou não tão aguardado vem recebendo várias críticas, dos mais variados tipos. Mas afinal, o disco é ruim ou não? Bom, é isso que vou tentar explicar nas próximas linhas.
Uma coisa que você leitor deve lembrar sobre esse álbum é que ele não é ruim. É diferente, mas não ao ponto de poder falar que a banda mudou muito. Ao ouvir algumas faixas por completo, me deparei com um som muito familiar apresentado por Mike Shinoda – vocal e uma faz tudo na banda – em seu projeto paralelo, Fort Minor.
Muitas batidas eletrônicas, vocal agressivo em alguns momentos, rápida melodia. Destaque para o single do álbum “The Catalyst”, que mostra muito bem essa sonoridade diferente do novo álbum que já citei.
Mas o disco não ficou só nessa de batidas . Uma boa parte dele é de músicas mais calmas, com um tom meio “sentimental”. Conhece o último trabalho do rapper Kanye West? Se conhece, irá achar um Q dele nas novas canções do Linkin Park. Se não conhece, recomendo, é muito bom. Destaco nesse… ”lado B” digamos, ”Robot Boy”, Mike Shinoda foi muito feliz com o piano nesta música.
E vou admitir uma coisa. Quando comecei a escrever este post, não havia ouvido a última faixa do disco. Juro que pensei em estar ouvindo Ben Harper. É uma estilo de música que nunca pensei em ouvir do Linkin Park, até um certo ponto surpreso, mas não admirado. Exatamente isso que espero você tenha pensando leitor. Essa experiência com o violão, não resultou em algo muito bacana. Passa uma mensagem tipo, “Estamos QUASE, virando um U2″, o que convenhamos, seria péssimo. Resumindo, é um álbum político.
No fim, posso dizer que é um bom álbum, mas não passa disso. Arrisco até que esse disco irá passar como “Minutes to Midnight”, o terceiro da banda, passou. Todo mundo esperando o próximo.
Quer baixar “A Thousand Suns” ? Então mande um e-mail para brfrkb@hotmail.com ou peça via twitter, @bruno_WRR.