WRR Entrevista: Bide ou Balde

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Conheça a carreira do músico Lobão, o artista do mês.

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quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Alex Turner: The New British Star


Alguns meses atrás, foi lançado o clipe do segundo single do álbum Humbug do Arctic Monkeys, Cornerstone. Um clipe com baixíssimo custo, filmado em uma câmera amadora em uma sala branca, nada de estúdios alugados e todas aquelas regalias. Até ai tudo normal, outras bandas já fizeram isso antes, mas o que chamou muita atenção foi a atuação solo do vocalista Alex Turner. Totalmente a vontade na frente da câmera, com um fone de ouvido, um microfone e um alto-falante portátil bastaram para o vocalista do Arctic Monkeys fazer uma atuação genial, digna de arrancar gargalhadas desse que vós escreve.

Cada ano que passa fica claro que Alex Turner é diferenciado comparado aos seus companheiros de banda, um vocalista talentoso chega quase a ser um clichê nas grandes bandas Britânicas.

Diferente de outros frontman’s, Turner não torna sua vida pública, pouco se sabe de de seus relacionamentos, mesmo os companheiros banda não sabem muito, o que em geral no meio Rock’n Roll é não muito comum.

Mas isso não muda o fato de cada ano que passa Alex Turner se torna um ícone para novas bandas. A confirmação veio em um projeto paralelo chamado de The Last Shadow Puppets, em meados de 2006, em parceria com Miles Kane, o recente vocalista da banda The Rascals. Com uma sonoridade diferente do Arctic Monkeys, flertando com o folk e levadas ao estilo Beatles, Turner chamou atenção da mídia com o talento exposto nesse trabalho.

Com o lançamento de Humbug, todos pensavam que Turner voltaria a fazer aquele rock frenético, viciante do Arctic Monkeys. Mas com a ajuda de Josh Homme, vocalista do Queens of the Stone Age, o resultado foi um som diferente do qual os fãs da banda estavam acostumados, e o que interessa, muito bom.

É visível a evolução do ex-muleque de Sheffield, na música, nas atitudes em quase tudo, o quase fica no como posso dizer, no jeito de fazer rock, levar o rock como deve ser levado.

Red Hot Chili Peppers – The Red Hot Chili Peppers(1984)



Continuando com a coluna RESENHANDO, Vamos fazer uma série da discografia completa dos álbuns de estudio da banda californiana, Red Hot Chili Peppers. Espero que gostem
Começando com o álbum de estréia da banda, o fraco “The Red Hot Chili Peppers” de 1984. Sim o fraco. Depois de escutar o disco por alguns minutos é fácil entender o pouco ou quase nenhum sucesso do disco. Como diria todo mundo, vamos por partes.
O vocal, esse vocal, extremamente mal conduzido por Anthony Kiedis. Confesso que me perguntei se era ele mesmo que estava cantando quando ouvi pela primeira vez uma faixa do disco. Você caro leitor, que lembra muito bem de Anthony mandando bem em “Californication”, “Under the Bridge”, vai ficar decepcionado ao ouvir “isso”. Não que Kiedis seja um grande vocalista, mas dentro do que ele mostrou ao longo da carreira, essa primeira audição é tenebrosa.
Deixando Kiedis e seus latidos de lado, vamos direto a música mesmo. Se alguém falar pra mim resumir em uma palavra esse álbum musicalmente falando, seria “ruim”. Claramente influênciado com as tendências do anos 80 ainda, a banda não mandou bem fazendo essa mistura com o seu funk californiano. Juro que pensei em uma comparação descente, mas impossível. Tão impossível como destacar alguma faixa que possa ser menos pior que o resto álbum. Fracassei nessa tarefa também. PEnsando melhor, não fui eu que fracassei não!

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Jakob Dylan Woman and Country


Por Bruno França
Fazer sucesso, ser aceito pela mídia, sofrer comparações, fracassos, críticas. Tudo isso é normal no meio da música, acontece ao decorrer da carreira. Agora junte tudo isso ao fato de ser filho de uma lenda, o pai? Bob Dylan, esse é o fardo que Jakob Dylan leva na vida. Problema? de modo algum. Jakob vem mostrando ao longo de sua carreira que soube lidar com isso, e usar a favor. Surgiu como vocalista da banda The Wallflowers, que fez um grande sucesso com o single “One Headlight”, do álbum “Bringing Down the Hors” de 1996, o segundo do grupo.
Com o fim da banda em 2005, Jakob resolve começar uma arriscada carreira solo, pelo fato que estaria estampando o nome Dylan nas capas do seu trabalho. Arriscado talvez não, me corrijo, mas sim um desafio e tanto. Em 2008, lançou “Seeing Things”, seu disco de estréia, mostrando uma sonoridade diferente do que apresentava no The Wallflowers, mais pop e flertando com o folk, comparações com o pai foram inevitáveis, e claro, covardes.
Depois do seu disco de estréia, bem aceito pelo público e crítica, Jakob lançou no começo deste ano, “Woman and Country”. Com a mesma levada, mas carregado de folk, Jakob mostra toda a bagagem musical que adquiriu ao longo da sua carreira, além, de crescer aprendendo com um dos melhores no “ramo”. Acrescentando mais o elemento country à suas canções, o resultado foi um disco sólido, e sim, além das expectativas.
Destaque para o lado deprimente que as letras trazem junto com uma melodia muito bem executada. A faixa “Truth For A Truth”, quase uma baladinha, com um belíssimo backing-vocal feminino e um refrão charmoso, é o carro chefe desse disco, seguida por “Everybody Hurting”, fora de série, outra com vozes femininas assistindo Jakob. O disco é simplesmente, desculpem-me a expressão, FODA!

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Linkin Park: A Thousand Suns(2010)



Por Bruno França
Na última terça-feira, a banda norte-americana Linkin Park lançou seu quarto álbum de inéditas “A Thousand Suns”. O tão aguardado novo disco da banda ou não tão aguardado vem recebendo várias críticas, dos mais variados tipos. Mas afinal, o disco é ruim ou não? Bom, é isso que vou tentar explicar nas próximas linhas.
Uma coisa que você leitor deve lembrar sobre esse álbum é que ele não é ruim. É diferente, mas não ao ponto de poder falar que a banda mudou muito. Ao ouvir algumas faixas por completo, me deparei com um som muito familiar apresentado por Mike Shinoda – vocal e uma faz tudo na banda – em seu projeto paralelo, Fort Minor.
Muitas batidas eletrônicas, vocal agressivo em alguns momentos, rápida melodia. Destaque para o single do álbum “The Catalyst”, que mostra muito bem essa sonoridade diferente do novo álbum que já citei.
Mas o disco não ficou só nessa de batidas . Uma boa parte dele é de músicas mais calmas, com um tom meio “sentimental”. Conhece o último trabalho do rapper Kanye West? Se conhece, irá achar um Q dele nas novas canções do Linkin Park. Se não conhece, recomendo, é muito bom. Destaco nesse… ”lado B” digamos, ”Robot Boy”, Mike Shinoda foi muito feliz com o piano nesta música.
E vou admitir uma coisa. Quando comecei a escrever este post, não havia ouvido a última faixa do disco. Juro que pensei em estar ouvindo Ben Harper. É uma estilo de música que nunca pensei em ouvir do Linkin Park, até um certo ponto surpreso, mas não admirado. Exatamente isso que espero você tenha pensando leitor. Essa experiência com o violão, não resultou em algo muito bacana. Passa uma mensagem tipo, “Estamos QUASE, virando um U2″, o que convenhamos, seria péssimo. Resumindo, é um álbum político.
No fim, posso dizer que é um bom álbum, mas não passa disso. Arrisco até que esse disco irá passar como “Minutes to Midnight”, o terceiro da banda, passou. Todo mundo esperando o próximo.
Quer baixar “A Thousand Suns” ? Então mande um e-mail para brfrkb@hotmail.com ou peça via twitter, @bruno_WRR.

Arnaldo Baptista Mode On

Por Bruno França

Ei bicho, sou aquele que te balança, coisa velha, coisa boa, tão boa que vive até hoje. Já tive vários reis, vários princípes, reinados longos, longos de prazer, de gênialidade. Vi Presley me tocar em casas religiosas, quebrando barreiras de crenças. Um loki chamado Johnny Cash desafiando tudo e todos, show em uma prisão em plenos anos 60? Só ele.

Rodei o mundo a bordo de um submarino amarelo, com toda cena roqueira que surgirá nos anos a seguintes. Sou o que posso dizer, desgosto para os mais conservadores, mães não gostam de mim, até porque, um dos maiores roqueiros que já existiu falava, "Roqueiro não tem mãe", quem é ele? Cazuza! No Brasil fui causa de mortes, de exilações, mas também de forma de protesto, manifesto total, não só aqui no Brasil, importante dizer isso.

Vivo em uma constante mudança, mudança de idéias, criatividade, e não de nome ou a mensagem que devo passar. Muitos hoje em dia pensam que fazem, mas não chegam nem perto. Tem aquela frase de pessoas mais antigas ou nem tanto que fala o seguinte, "Música boa, é música antiga", deveria mudar para, "Rock bom, é rock antigo", e os bons que surgem e ainda restam, são poucos valorizados. Posso falar de boca cheia, o Rock não morreu, nunca morrerá.